Mercado Fotográfico – Quando abrir o leque faz bem? – Parte 1.

Olá pessoal,

Muita gente tem o pré conceito de que fotógrafo que fotografa de tudo está perdido, atirando pra tudo quanto é lado e tal postura não é bem vista no mercado.

Pois bem. Algumas pessoas já sabem que quando eu praticamente larguei de mão toda uma carreira no mundo do áudio pra viver praticamente só de fotografia, eu me especializei na fotografia 360 graus e produção de tour virtual. A XYZ360º começou com o slogan “Novas Maneiras de Enxergar o Mundo”, graças às novas técnicas de produção de imagem como a 360 graus, 3D, Little Planets, Gigafoto, Cinemagraphs, etc.

Levei um ano para me estruturar. Da concepcão da empresa até poder dizer: “Pronto. Agora posso oferecer um produto top de linha no mercado e fazer tão ou mais bonito que meus poucos concorrentes”.
Antes e depois da abertura da empresa, os desafios sempre existiram, aos montes! Novas técnicas, novo olhar, novas ferramentas, novo mercado, concorrência desleal, etc.

De lá pra cá muita coisa aconteceu. Muitos clientes, novas amizades, parcerias, um portfolio diferenciado….

Acontece que eu sou movido a novos desafiios!
No meio deste ano eu me propus um novo: Abrir o leque e experimentar áreas que seriam novidade pra mim como trabalhar com pets, still, estúdio, personagens, casamento (fotografia convencional), ensaio fotográfico de casais, etc.

O que eu ganharia com isso? Fazia pouca ideia. Estava me preparando para algo que eu sempre disse aos meus alunos, amigos e até parceiros de banda: “Esteja preparado para as oportunidades antes que elas apareçam”. No fundo, a verdade é que acreditava que isto poderia, além de abrir o leque de opções, me munir de mais ferramentas para usá-las em prol da criatividade. Só não sabia exatamente onde.

Então comecei minhas experimentações:

Primeiro fui fazer fotografia de Pets com luz de estúdio.
Fazer boas fotos de pets já era um desafio e tanto. O desafio ficou ainda maior quando eu percebi que eu NUNCA tinha usado mais de um flash ao mesmo tempo na vida (que normalmente era usado em cima da câmera – quando usado).

Minha primeira foto de estúdio com pet (levando um estúdio móvel pra casa do cliente, foi essa aí de baixo:

Felizmente meu background no uso do photoshop me permitiu deixar a foto mostrável. Percebi que controlar o bichinho, fazê-lo ficar na área pré-determinada e ainda conseguir deixar o fundo todo preto era uma tarefa bem árdua (o que de certa forma era bem óbvio).

Sabe qual foi o lado bom disso tudo?
1) Treinar o momento do click – Ter a percepção do momento ideal e não apenas sair disparando a câmera como muitos fazem.
Com flashes de estúdio o tempo de reciclagem é mais alto. Então não podia disparar 3, 4 fotos por segundo. Tinha que ser O MOMENTO.

2) Perceber o que funcionava e o que não funcionava do tratamento que eu costumo aplicar às fotos 360 graus, por exemplo.
Resultado? Me desenvolvi em novas técnicas de aplicação de ganho de nitidez e correção de cores, por exemplo.

Na mesma semana me deu um estalo:
“Já que eu estou com esse equipamento que serve pra foto de produto também…. e se eu fizesse alguma coisa nessa área?”

Eu não queria explorar técnicas de um mercado já “saturado” somente. Eu descobri que podia pensar diferente…

Mas isso eu conto no próximo post da série! :)

Boas festas e peguem leve na rabanada!

Daniel Farjoun
www.xyz360.com.br
www.danielfarjoun.com